Ensaio nº5 – Equivoco Conceitual – Equívoco Real
Quando há muitos alvos o atirador pode atirar no alvo errado, de propósito ou por engano. Assim ocorre quando se tem que fazer alguma coisa no campo social. Muitas vezes ouvimos alguém dizer: “mas isso não é real”. Só que o real é um projeto construído e a realidade são todos os projetos construídos. Não existe real sem projeto. Não existe prioridade alguma da realidade sobre os projetos. Pelo contrário, ela existe em função do projeto e tem o valor diretamente relacionado ao valor do projeto. Se este for ruim o resultado real será tal qual. Se alguém quer adquirir um imóvel residencial, comercial ou para outros fins, a primeira coisa que vai olhar é se o projeto é adequado ao uso pretendido. Caso contrário não servirá.
Se o real fosse o ideal não haveria evolução nem progresso. Não haveria necessidade de educação, de trabalho, de ciência e nem de fazer nada. Só deixar acontecer e aceitar a realidade. Não haveria necessidade de desenvolver e/ou criar projetos. Construir projetos? Por que? Para que? O ser humano não teria razão de ser humano. A racionalidade dele não serviria para nada se não pudesse atuar, criando ou modificando os projetos. O conhecimento seria inútil.
A Sociedade atual é o resultado de um projeto social que surgiu depois da sociedade dominada por déspotas e/ou subjugadores em busca dos seus próprios interesses. Eram classes ou castas de pessoas que organizavam o seu reino ou o seu feudo como quisessem porque se consideravam nobres e donos de tudo, inclusive das pessoas. Achavam-se como pessoas superiores que agiam portando “Poder Divino” de dominar e governar. O homem dominar a mulher, uma raça dominar outra e os povos mais fortes subjugarem os mais fracos. Ainda hoje, o termo poder tem um significado místico de dominação, diferente do verbo poder e oposto ao substantivo dever. Neste sentido quem tem o poder não tem dever.
Depois de conseguir grandes avanços sociais, o Estado Democrático não pode estagnar. Precisa avançar e conseguir livrar-se de alguns ranços desse passado como dominação, poder e interesse. O Estado é, ainda, fundamentado em interesses e não em objetivos. Por isso, precisa rever e/ou atualizar o seu projeto para dar continuidade a trajetória evolutiva (de perfeição). Todo projeto pode e deve sofrer modificações no decorrer do seu programa de construção. Precisa ser adaptado às condições de tempo, lugar, recursos e destinação, sem esquecer a funcionalidade e o meio ambiente externo. Para isto terá que ser, periodicamente, escoimado de anacronismos históricos. A democracia adotou um sistema legal de interesses subjetivos que são fundamentos frágeis. É preciso reverter esta situação reunindo fundamentos apropriados para constituir a base sustentável do projeto social. Esses fundamentos, no meu entender, deverão vir de uma educação sistemática por valores aceitos no contrato social (valor de troca, dever-direito, liberdade-responsabilidade, ética, moral e profissão/ trabalho). O que constitui uma sociedade não é uma lei, é o Contrato Social, segundo Jean Jacques Rousseau.
O que se fala como Constituição Federal não constitui nada. É uma Lei Orgânica do Estado. A segunda lei mais importante deve ser um Código de Educação Sistêmica envolvendo toda a Sociedade, para que todo sócio entenda a sua função de sócio ativo/passivo, e aprenda a fazer o seu próprio projeto de vida apoiado nos valores sociais. A terceira lei mais importante deve ser um código moral da função pública (política) e dos prestadores de serviço público.
Á propósito, por onde andam os filósofos? Pensando o que? A filosofia não é a mestra da vida e da sociedade? Vamos gente! Cumpramos o nosso dever! A Sociedade espera e precisa de nossa colaboração para o aperfeiçoamento dos projetos sociais. Só a filosofia pode fornecer os fundamentos imprescindíveis ao projeto social.
J. J. Rousseau diz em seu livro, o contrato social, que a política não é contrato é poder. È claro que ele sabia que é um contrato. Ele mesmo quem disse que contrato é um compromisso entre as partes. Os políticos são escolhidos pelo povo para prestar serviço à Sociedade, fazem um compromisso público e recebem pagamento pelos serviços prestados. Esse compromisso caracteriza um contrato entre a sociedade e o grupo partidário político vencedor da licitação popular. Porque, então, ele fez tal afirmação? Por que se não o fizesse seria condenado à morte pelos políticos calvinistas da Suíça (sua terra natal). Mesmo assim, teve que fugir para a França, se não seria morto. Viveu por lá alguns anos escreveu outros livros e depois retornou a terra natal.
Porque será que os políticos, desde os contemporâneos de Rousseau até hoje, não querem admitir que são contratados? Exatamente em razão daqueles resquícios atávicos de poder, interesses de dominação e interesses inconfessáveis de uso da coisa pública em proveito próprio. Acontece freqüentemente que os legisladores e administradores públicos usam e abusam da lei (que eles próprios fazem) e do cargo que ocupam para obterem vantagens indevidas em flagrante delito ético. Isto acontece em razão do tal poder político e da falta de valores objetivos na fundamentação da lei. É que as leis atuais resultam só de conchavos entre políticos. Ninguém é contratado para fazer lei para si mesmo. Ninguém é contratado para julgar a si próprio. E ninguém é contratado para administrar os próprios interesses, como diz J. J. Rousseau. Por isso, seria necessário criar uma Conferência de Ética, formada por não políticos, exclusivamente para julgar e punir os políticos que cometessem incoerências funcionais (infrações contra a ética).
A lei deve definir os deveres de todos os sócios de uma sociedade, sem privilégios. Não existe poder legislativo, não existe poder judiciário e nem poder executivo. Existe sim o contrato em que a sociedade concede poder de legislar, poder de julgar e punir e o poder de administrar. O poder existe em função do cumprimento de um dever contratual. Quem contrata concede o poder. Quem é contratado tem o dever. Por isso a Praça dos três poderes, em Brasília, deveria ser a Praça dos três deveres. E deveres assumidos e não cumpridos são motivos de demissão por justa causa.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Ensaio nº4 - Digital
Ensaio nº 4 – Impropriedades Terminológicas – “Digital”
Digital é um adjetivo referente a dígito. Dígito veio do termo digitus em Latim que significa dedo. Por isso digital significa qualquer coisa relacionada com dedos. As antigas máquinas de escrever (Facit, Remington, etc), eram totalmente digitais porque funcionavam pela força dos dedos. Datilografia vem do grego dactilo que, também, significa dedo. São digitais quaisquer tipos de teclado: os teclados de piano, os teclados de qualquer instrumento musical, os teclados de controle remoto, de computadores e, até, as telas que substituem os teclados e são acionadas por toques, podem ser qualificadas por digitais.
As quantidades contáveis nos dedos e, por extensão, os números inteiros contáveis, são digitais. Os algarismos de zero a 9 são digitais porque podem ser contados pelos dedos e representam quantidades contáveis formadoras do conjunto numérico dos naturais (N= {0,1,2,3...}. Os números fracionários e/ou relativos, incluindo os números binários (fonte de produção tecnológica), não se confundem com os números contáveis e, por isso, jamais podem ser chamados digitais. As expressões, Computador digital, televisor digital, som digital ou tecnologia digital, constituem um absurdo terminológico porque os seus temos estão se contradizendo (contradictio in terminis).. Computador digital = contador de dedos. Televisor digital = quem ou que enxerga longe pelos dedos. Som digital = som produzido pelos dedos. Tecnologia digital = tecnologia dos dedos ou produzida pelos dedos. Linguagem digital = linguagem feita por gestos dos dedos, como aquela dos surdos-mudos.
Vi um comercial , pela televisão, dizendo alguma coisa sobre câmera fotográfica digital e fotografia digital. Que eu me lembre isto significa fotografias feitas por lambe-lambe. Aquelas feitas sob alguma marquise de rodoviária por trás de um pano preto, reveladas e manuseadas pelos dedos num líquido próprio. As câmaras e/ou fotografias automáticas ou eletrônicas não podem ser denominadas digitais, porque nada têm a ver com os dedos, a não ser segura-las. È um contra-senso lingüístico para confundir as pessoas. Isto é próprio de alguém mal intencionado querendo confundir e enganar desavisados em proveito de seus interesses.
Qual teria sido a razão desta nomenclatura digital? Seria uma intenção de ocultar a verdade? Na Europa chamaram essa tecnologia de numérica. Tecnologia numérica não está errado. Mas está indeterminado. Apenas os números binários, porque são inteiros e relativos, são próprios para essas novas tecnologias. Os outros números significam quantidades inteiras ou fracionárias, mas não possuem as características representativas de realidade. A relatividade é que abriga a existência espaço-temporal (três dimensões matemáticas extensivas e uma dimensão física de movimento ou tempo). Por esta razão os números binários (relativos) são os únicos que possibilitam a geração tecnológica. Os dígitos são, apenas esporadicamente, utilizados no processo. Por tudo isto, uma conclusão se impõe: é urgente que os meios de comunicação e os comunicadores em geral, revejam a sua linguagem substituindo os termos inadequados á sua missão de comunicar.
Digital é um adjetivo referente a dígito. Dígito veio do termo digitus em Latim que significa dedo. Por isso digital significa qualquer coisa relacionada com dedos. As antigas máquinas de escrever (Facit, Remington, etc), eram totalmente digitais porque funcionavam pela força dos dedos. Datilografia vem do grego dactilo que, também, significa dedo. São digitais quaisquer tipos de teclado: os teclados de piano, os teclados de qualquer instrumento musical, os teclados de controle remoto, de computadores e, até, as telas que substituem os teclados e são acionadas por toques, podem ser qualificadas por digitais.
As quantidades contáveis nos dedos e, por extensão, os números inteiros contáveis, são digitais. Os algarismos de zero a 9 são digitais porque podem ser contados pelos dedos e representam quantidades contáveis formadoras do conjunto numérico dos naturais (N= {0,1,2,3...}. Os números fracionários e/ou relativos, incluindo os números binários (fonte de produção tecnológica), não se confundem com os números contáveis e, por isso, jamais podem ser chamados digitais. As expressões, Computador digital, televisor digital, som digital ou tecnologia digital, constituem um absurdo terminológico porque os seus temos estão se contradizendo (contradictio in terminis).. Computador digital = contador de dedos. Televisor digital = quem ou que enxerga longe pelos dedos. Som digital = som produzido pelos dedos. Tecnologia digital = tecnologia dos dedos ou produzida pelos dedos. Linguagem digital = linguagem feita por gestos dos dedos, como aquela dos surdos-mudos.
Vi um comercial , pela televisão, dizendo alguma coisa sobre câmera fotográfica digital e fotografia digital. Que eu me lembre isto significa fotografias feitas por lambe-lambe. Aquelas feitas sob alguma marquise de rodoviária por trás de um pano preto, reveladas e manuseadas pelos dedos num líquido próprio. As câmaras e/ou fotografias automáticas ou eletrônicas não podem ser denominadas digitais, porque nada têm a ver com os dedos, a não ser segura-las. È um contra-senso lingüístico para confundir as pessoas. Isto é próprio de alguém mal intencionado querendo confundir e enganar desavisados em proveito de seus interesses.
Qual teria sido a razão desta nomenclatura digital? Seria uma intenção de ocultar a verdade? Na Europa chamaram essa tecnologia de numérica. Tecnologia numérica não está errado. Mas está indeterminado. Apenas os números binários, porque são inteiros e relativos, são próprios para essas novas tecnologias. Os outros números significam quantidades inteiras ou fracionárias, mas não possuem as características representativas de realidade. A relatividade é que abriga a existência espaço-temporal (três dimensões matemáticas extensivas e uma dimensão física de movimento ou tempo). Por esta razão os números binários (relativos) são os únicos que possibilitam a geração tecnológica. Os dígitos são, apenas esporadicamente, utilizados no processo. Por tudo isto, uma conclusão se impõe: é urgente que os meios de comunicação e os comunicadores em geral, revejam a sua linguagem substituindo os termos inadequados á sua missão de comunicar.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Ensaio nº3 - "Consumo"
Ensaio nº3 – Impropriedade Terminológica – “Consumo”
Um dicionário de Língua Portuguesa apresenta, para o verbo consumir, quase vinte variações de significados. Algumas dessas variações são pertinentes, outras são indevidamente importadas de língua estrangeira. São impróprias porque incorporam significados dos verbos adquirir, comprar e usar ao verbo consumir. Este mau uso do verbo consumir e do substantivo consumo acarreta uma grande confusão na mente das pessoas. O que era comprar agora é consumir. Aquilo que era considerado bens duráveis, bens ecológicos ou bens de conservação passaram a ser bens de consumo. É a depredação generalizada dos recursos do planeta pelo consumismo.
A confusão é tanta que passaram a considerar o consumo como sujeito gerador de direitos. Fizeram uma lei demagógica e a chamaram de Lei dos Direitos do Consumidor. Mas o que pode gerar um direito? A aquisição (comprar e pagar) ou consumir alguma coisa? È como se você chegasse numa loja de eletrodomésticos e quebrasse um aparelho de televisão todinho. Você adquiriu o direito de consumidor sobre aquele aparelho? Não. Claro que não. O direito se adquire comprando e pagando e não pelo consumo. Consumir não é comprar, não é adquirir, não é usar, não é preservar e nem conservar. Consumir é fazer desaparecer, é destruir completamente.
Não é por acaso que onde se cultiva o consumismo despreza-se a ecologia e a conservação em geral. Por outro lado quem combate o consumismo exasperadamente, cai noutro extremo tão estúpido quanto. Faz-se necessário buscar o equilíbrio sempre. Até porque todo ser vivo precisa de alimentar-se. E alimentar é consumir alguma coisa. Mas se tudo for consumido vai faltar o alimento. Os órgãos individuais entram em processo de falência e o indivíduo morre. É assim que muitas espécies desapareceram da terra. Umas porque foram totalmente consumidas e outras porque consumiram (destruíram) sua fonte de alimento. O individuo morre para servir de alimento para outras vidas. Isto é o que se chama teia vital ou interdependência geral. Essa interdependência é uma característica ou propriedade da vida e, por extensão, da sociedade. Outra propriedade da vida e da sociedade é o equilíbrio sustentável e dinâmico em todas as direções.
Sobre isto falaremos em outra oportunidade.
Um dicionário de Língua Portuguesa apresenta, para o verbo consumir, quase vinte variações de significados. Algumas dessas variações são pertinentes, outras são indevidamente importadas de língua estrangeira. São impróprias porque incorporam significados dos verbos adquirir, comprar e usar ao verbo consumir. Este mau uso do verbo consumir e do substantivo consumo acarreta uma grande confusão na mente das pessoas. O que era comprar agora é consumir. Aquilo que era considerado bens duráveis, bens ecológicos ou bens de conservação passaram a ser bens de consumo. É a depredação generalizada dos recursos do planeta pelo consumismo.
A confusão é tanta que passaram a considerar o consumo como sujeito gerador de direitos. Fizeram uma lei demagógica e a chamaram de Lei dos Direitos do Consumidor. Mas o que pode gerar um direito? A aquisição (comprar e pagar) ou consumir alguma coisa? È como se você chegasse numa loja de eletrodomésticos e quebrasse um aparelho de televisão todinho. Você adquiriu o direito de consumidor sobre aquele aparelho? Não. Claro que não. O direito se adquire comprando e pagando e não pelo consumo. Consumir não é comprar, não é adquirir, não é usar, não é preservar e nem conservar. Consumir é fazer desaparecer, é destruir completamente.
Não é por acaso que onde se cultiva o consumismo despreza-se a ecologia e a conservação em geral. Por outro lado quem combate o consumismo exasperadamente, cai noutro extremo tão estúpido quanto. Faz-se necessário buscar o equilíbrio sempre. Até porque todo ser vivo precisa de alimentar-se. E alimentar é consumir alguma coisa. Mas se tudo for consumido vai faltar o alimento. Os órgãos individuais entram em processo de falência e o indivíduo morre. É assim que muitas espécies desapareceram da terra. Umas porque foram totalmente consumidas e outras porque consumiram (destruíram) sua fonte de alimento. O individuo morre para servir de alimento para outras vidas. Isto é o que se chama teia vital ou interdependência geral. Essa interdependência é uma característica ou propriedade da vida e, por extensão, da sociedade. Outra propriedade da vida e da sociedade é o equilíbrio sustentável e dinâmico em todas as direções.
Sobre isto falaremos em outra oportunidade.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Ensaio nº 2 - "in dubio pro reu"
Ensaio nº 2 - Conseqüências da impropriedade terminológica – “in dúbio pro réu”
Existe um mote jurídico que diz, em latim: in dúbio pro réu. Em português significa: em caso de dúvida o acusado tem razão. Isto não é ser justo e nem é fazer justiça. É não fazer justiça e, pior ainda, é cometer uma injustiça inocentando, provavelmente, um culpado. O que é tão injusto quanto a condenação de um inocente. O mote jurídico deveria ser in dúbio injudicare, em português: em caso de dúvida paralisar o julgamento. Neste caso o processo de julgamento deveria ser arquivado e seria desarquivado se houvesse novos indícios probatórios ou o agente for, novamente acusado de cometer outros atos delituosos. O crime não prescreve nunca. Não prescreve porque ação realizada não pode ser desfeita nunca. A punição dos delitos e a reparação dos danos causados precisam ser fatores inibidores do crime. Por outro lado qualquer cidadão pode ver-se envolvido em crime voluntária ou involuntariamente. E, por isto, o cidadão precisa ser bem informado de todos os valores adotados pela sociedade. Precisa estar informado e aceitar esses valores. O processo de informação, aceitação e prática é o que deve ser entendido como educação social.
Se o crime não pode ser desfeito, pelo menos, deve ser feita alguma reparação dos danos causados à vítima e/ou seus familiares. O infrator precisa repudiar seus atos criminosos e manifestar positivamente sua vontade de participar ativamente da construção da sociedade e passivamente dos lucros dividendos dessa sociedade. Além disso, alguma atitude deve ser tomada pelo Estado, para que o fato não volte acontecer. O que, também, não pode ocorrer é a omissão de atitude do Estado (lavando as mãos). Ele precisa evitar e/ou minimizar qualquer possibilidade. Todo cidadão precisa ser educado (ou re-educado) para escolher um trabalho e adquirir uma profissão. Pois se o ócio é o pai de todos os vícios, o trabalho é um dos mais eficientes instrumentos pedagógicos que existe. Os romanos já diziam: fabricando fit faber. Em português: é fabricando (praticando) que se faz o ferreiro. A sociedade precisa perder o seu atávico preconceito contra o trabalho (num passado, não muito distante, trabalhar era coisa de escravo). Deve ser por isto que grande parte da sociedade rejeita este eficientíssimo instrumento educacional. Quem trabalha em casa, desde criança, sabe o valor do trabalho. Estuda com mais objetivo visando uma profissão. Eu falo por mim, por grandes e conhecidos industriais brasileiros e por todos que lutaram desde criança e hoje são os mais valorosos cidadãos de sua pátria. Não seria por falta dessa educação para o trabalho que existe tanto desrespeito á propriedade? Não seria pelo mesmo motivo que existem tantos desocupados, vagabundos ou ladrões? Seria, talvez, por esta razão que sociedade vem desvalorizando tanto o trabalhador? Seria por considerar ação vil ou imprópria que a lei proíbe o trabalho para menores? Ensinando e criando o hábito de trabalhar é que se consegue recuperar o indivíduo para a sociedade. Cadeia não recupera ninguém. Pelo contrário, aprimora o comportamento criminoso por causa do ócio e o convívio maléfico entre presos. A estatística tem um princípio semelhante ao citado fabricando fit faber que é o seguinte: a constante repetição indica uma tendência. Se aceito este princípio estatístico e se o cidadão vai ter que trabalhar durante toda a sua vida, precisa ser iniciado desde a primeira infância nas lides laborais. Várias coisas podem ocorrer: aprender que trabalhar é preciso, aprender a gostar de trabalhar porque é preciso, descobrir varias formas de trabalhar como opções para sua vida, convencer-se da necessidade de estudar para ter mais chances de uma vida melhor e de acordo com suas tendências ou preferências. A criança acabou de aprender a andar pode guardar a mamadeira, entregar um objeto para ao pai ou lavar as mãozinhas. Quando um pouco maior pode ajudar a lavar as louças de casa. Pode ir à escola, fazer os deveres escolares, praticar esportes, se tiver tempo, ajudar em algum serviço do pai ou da mãe que esteja ao seu alcance fazer. O hábito de trabalhar se adquire trabalhando. Dizer que a criança que estuda não pode trabalhar é um grande e preconceituoso equívoco. O que não se pode admitir é um trabalho excessivo ou inadequado ao infante. O trabalho principal, porém não excludente, da juventude é o estudo.
Para o adulto infrator, além das penalidades punitivas adequadas, há que se fazer uma distinção. Se ele não sabe o que é ser sócio de uma sociedade, precisa ser muito bem informado para que possa fazer sua escolha consciente de vida. Se não tiver uma profissão precisa ter iniciação em várias profissões para ter opções na sociedade. As opções contrárias aos sócios como um todo e/ou à sociedade não são aceitas. Quem optar por não querer ser sócio (cidadão) de um País(Sociedade), terá que deixar espontaneamente a sociedade ou ser excluído compulsoriamente.
Existe um mote jurídico que diz, em latim: in dúbio pro réu. Em português significa: em caso de dúvida o acusado tem razão. Isto não é ser justo e nem é fazer justiça. É não fazer justiça e, pior ainda, é cometer uma injustiça inocentando, provavelmente, um culpado. O que é tão injusto quanto a condenação de um inocente. O mote jurídico deveria ser in dúbio injudicare, em português: em caso de dúvida paralisar o julgamento. Neste caso o processo de julgamento deveria ser arquivado e seria desarquivado se houvesse novos indícios probatórios ou o agente for, novamente acusado de cometer outros atos delituosos. O crime não prescreve nunca. Não prescreve porque ação realizada não pode ser desfeita nunca. A punição dos delitos e a reparação dos danos causados precisam ser fatores inibidores do crime. Por outro lado qualquer cidadão pode ver-se envolvido em crime voluntária ou involuntariamente. E, por isto, o cidadão precisa ser bem informado de todos os valores adotados pela sociedade. Precisa estar informado e aceitar esses valores. O processo de informação, aceitação e prática é o que deve ser entendido como educação social.
Se o crime não pode ser desfeito, pelo menos, deve ser feita alguma reparação dos danos causados à vítima e/ou seus familiares. O infrator precisa repudiar seus atos criminosos e manifestar positivamente sua vontade de participar ativamente da construção da sociedade e passivamente dos lucros dividendos dessa sociedade. Além disso, alguma atitude deve ser tomada pelo Estado, para que o fato não volte acontecer. O que, também, não pode ocorrer é a omissão de atitude do Estado (lavando as mãos). Ele precisa evitar e/ou minimizar qualquer possibilidade. Todo cidadão precisa ser educado (ou re-educado) para escolher um trabalho e adquirir uma profissão. Pois se o ócio é o pai de todos os vícios, o trabalho é um dos mais eficientes instrumentos pedagógicos que existe. Os romanos já diziam: fabricando fit faber. Em português: é fabricando (praticando) que se faz o ferreiro. A sociedade precisa perder o seu atávico preconceito contra o trabalho (num passado, não muito distante, trabalhar era coisa de escravo). Deve ser por isto que grande parte da sociedade rejeita este eficientíssimo instrumento educacional. Quem trabalha em casa, desde criança, sabe o valor do trabalho. Estuda com mais objetivo visando uma profissão. Eu falo por mim, por grandes e conhecidos industriais brasileiros e por todos que lutaram desde criança e hoje são os mais valorosos cidadãos de sua pátria. Não seria por falta dessa educação para o trabalho que existe tanto desrespeito á propriedade? Não seria pelo mesmo motivo que existem tantos desocupados, vagabundos ou ladrões? Seria, talvez, por esta razão que sociedade vem desvalorizando tanto o trabalhador? Seria por considerar ação vil ou imprópria que a lei proíbe o trabalho para menores? Ensinando e criando o hábito de trabalhar é que se consegue recuperar o indivíduo para a sociedade. Cadeia não recupera ninguém. Pelo contrário, aprimora o comportamento criminoso por causa do ócio e o convívio maléfico entre presos. A estatística tem um princípio semelhante ao citado fabricando fit faber que é o seguinte: a constante repetição indica uma tendência. Se aceito este princípio estatístico e se o cidadão vai ter que trabalhar durante toda a sua vida, precisa ser iniciado desde a primeira infância nas lides laborais. Várias coisas podem ocorrer: aprender que trabalhar é preciso, aprender a gostar de trabalhar porque é preciso, descobrir varias formas de trabalhar como opções para sua vida, convencer-se da necessidade de estudar para ter mais chances de uma vida melhor e de acordo com suas tendências ou preferências. A criança acabou de aprender a andar pode guardar a mamadeira, entregar um objeto para ao pai ou lavar as mãozinhas. Quando um pouco maior pode ajudar a lavar as louças de casa. Pode ir à escola, fazer os deveres escolares, praticar esportes, se tiver tempo, ajudar em algum serviço do pai ou da mãe que esteja ao seu alcance fazer. O hábito de trabalhar se adquire trabalhando. Dizer que a criança que estuda não pode trabalhar é um grande e preconceituoso equívoco. O que não se pode admitir é um trabalho excessivo ou inadequado ao infante. O trabalho principal, porém não excludente, da juventude é o estudo.
Para o adulto infrator, além das penalidades punitivas adequadas, há que se fazer uma distinção. Se ele não sabe o que é ser sócio de uma sociedade, precisa ser muito bem informado para que possa fazer sua escolha consciente de vida. Se não tiver uma profissão precisa ter iniciação em várias profissões para ter opções na sociedade. As opções contrárias aos sócios como um todo e/ou à sociedade não são aceitas. Quem optar por não querer ser sócio (cidadão) de um País(Sociedade), terá que deixar espontaneamente a sociedade ou ser excluído compulsoriamente.
terça-feira, 16 de março de 2010
PRÉ-SAL
PRÉ-SAL
LEI DA PORCA
Fala-se que a lei é tudo. É uma imperatriz benfeitora que exerce uma ditadura cruel. ‘dura lex sed lex’, dizem os juristas. Por isso todos os sócios da Sociedade são tratados igualmente pelos rigores da lei. Isto é o que consta na ficção apresentada pubicamente. Na ficção, todos os indivíduos são iguais perante a lei. Nessa ficção legal todos os Estados da Federação Brasileira são iguais perante a lei. Ainda pela ficção legal, quem é dono do solo não é dono do subsolo. Admite-se, no entanto, que o dono do solo possa receber alguma compensação pelo uso do subsolo. Do subsolo e não do submarino. Na ficção legal, - digo assim, citando o que é transmitido à população, - os Estados têm limites territoriais. Limites territoriais? Que significa isto? Que não se referem à limites aquáticos. Que os Estados não são donos do mar. Quem tem poder sobre a Plataforma Marítima é a União Federativa e não os Estados. Quem exerce este poder é a Marinha Brasileira. Até as praias estão sob domínio Federal. Quem reside na orla marítima sabe o que significa “Laudêmio”. Por estas razões, não faz sentido dizer que o “pré-sal” é deste ou daquele Estado da Federação. É do Brasil.
Na realidade brasileira, o que se fala é uma coisa e o que se pratica é outra. O pensamento comum é que o bem da lei é só para mim e ruim da lei para os meus opositores. ‘Lex, dura lex, sed latex’: ‘a lei é dura, mas afrouxa’.
Na prática o que funciona, mesmo, é a ‘lei da porca’. E a lei da porca é uma porcaria! Veja o que ocorre. A porca tem uma cria de 16 leitões e apenas 14 tetas para alimentá-los. Os maiores têm mais força para tomar a teta dos mais fracos e, assim, alimentam-se muito mais, ficando cada vez maiores e mais fortes. Os fracos alimentam-se menos, quando conseguem, e ficam, cada vez mais, fracos e anêmicos se não forem ajudados. Moral da história: parece que os Estados da Federação Brasileira são adeptos da ‘lei da porca’. Os fortes ficam cada vez mais fortes e empurram os mais fracos para a anemia. E viva o PRÉ-SAL!!!
LEI DA PORCA
Fala-se que a lei é tudo. É uma imperatriz benfeitora que exerce uma ditadura cruel. ‘dura lex sed lex’, dizem os juristas. Por isso todos os sócios da Sociedade são tratados igualmente pelos rigores da lei. Isto é o que consta na ficção apresentada pubicamente. Na ficção, todos os indivíduos são iguais perante a lei. Nessa ficção legal todos os Estados da Federação Brasileira são iguais perante a lei. Ainda pela ficção legal, quem é dono do solo não é dono do subsolo. Admite-se, no entanto, que o dono do solo possa receber alguma compensação pelo uso do subsolo. Do subsolo e não do submarino. Na ficção legal, - digo assim, citando o que é transmitido à população, - os Estados têm limites territoriais. Limites territoriais? Que significa isto? Que não se referem à limites aquáticos. Que os Estados não são donos do mar. Quem tem poder sobre a Plataforma Marítima é a União Federativa e não os Estados. Quem exerce este poder é a Marinha Brasileira. Até as praias estão sob domínio Federal. Quem reside na orla marítima sabe o que significa “Laudêmio”. Por estas razões, não faz sentido dizer que o “pré-sal” é deste ou daquele Estado da Federação. É do Brasil.
Na realidade brasileira, o que se fala é uma coisa e o que se pratica é outra. O pensamento comum é que o bem da lei é só para mim e ruim da lei para os meus opositores. ‘Lex, dura lex, sed latex’: ‘a lei é dura, mas afrouxa’.
Na prática o que funciona, mesmo, é a ‘lei da porca’. E a lei da porca é uma porcaria! Veja o que ocorre. A porca tem uma cria de 16 leitões e apenas 14 tetas para alimentá-los. Os maiores têm mais força para tomar a teta dos mais fracos e, assim, alimentam-se muito mais, ficando cada vez maiores e mais fortes. Os fracos alimentam-se menos, quando conseguem, e ficam, cada vez mais, fracos e anêmicos se não forem ajudados. Moral da história: parece que os Estados da Federação Brasileira são adeptos da ‘lei da porca’. Os fortes ficam cada vez mais fortes e empurram os mais fracos para a anemia. E viva o PRÉ-SAL!!!
quinta-feira, 11 de março de 2010
ATAVISMO
ATAVISMOS DA HUMANIDADE
O Planeta Terra, como se sabe, passou por varias etapas de resfriamento. Quando os animais pré-históricos viviam na terra, ela era cheia de surpresas e muitos fenômenos naturais desconhecidos que atingiam fortemente a todos os viventes. Os terremotos eram constantes e, provavelmente, muito mais desastrosos que hoje. As chuvas, os ventos, os raios e as tempestades eram extremamente catastróficos. Os predadores eram gigantes no tamanho e no horror que causavam, principalmente no escuro da noite. Havia explosões por toda parte e muitos viventes morriam. Algumas dessas explosões ou quedas de meteoros levantavam nuvens de poeira, como se supõe ter acontecido na época dos dinossauros. Essas nuvens prolongavam a escuridão da noite, por longos períodos de tempo.
Quando os animais humanoides começaram a desenvolver o raciocínio, observaram que muitas tragédias aconteciam durante a noite. Eles não tinham uma boa visão noturna e, por isso, não viam os perigos. Acontecia frequentemente faltar alguém do grupo, desaparecido durante a noite. Quando isso acontecia, não havia como procurar durante a noite. Então alguns comentavam com os outros: o que aconteceu com ele? Quando? Onde? Como? Por que? As três primeiras respostas eram fáceis: desapareceu, ontem à noite, fora da caverna. Mas como? E por que? Essas eram as primeiras especulações da inteligência humana.
Encontravam, às vezes, no dia seguinte, parte do corpo do colega. Outras vezes não. Viam alguém ser atingido por um raio e morrer. Outros escapavam ilesos ou feridos. O que faz acontecer ou não acontecer, devia ser algo ou alguém muitíssimo superior a eles. Por que durante o dia eles podiam se defender e durante a noite o perigo aumentava muito?
Devia existir uma entidade divina muito boa e caridosa que era defensora dos humanos durante o dia e uma outra malvada que só fazia perseguir os humanos durante a noite, quando eles não estavam protegidos. Isto foi uma descoberta científica fantástica pela sua eficiência prática e pela amplitude de suas aplicações até hoje. Eles descobriram os fenômenos (acontecimentos), como aconteciam, e as causas. As coisas boas aconteciam durante no dia e eram dádivas do deus sol que era chamado deus “Bem”. A natureza desse deus “Bem” era o espírito intocável da luz. Luz que dava energia, calor e ajudava a visão dos humanos durante o dia, para se defenderem. Por outro lado, as coisas ruins ocorriam, frequentemente, à noite porque eram obras do deus “Mal” que se escondia nas trevas e, por isso, nunca era visto. A natureza do deus “Mal” era a matéria bruta e pesada. Essa teoria do bem e do mal, tão simples (ou simplória) e tão eficiente, só podia ser verdadeira. É como diz o provérbio italiano: “se non vero, bene trovato” – se não for verdade, pelo menos foi bem encontrado.
A humanidade foi evoluindo em centenas de milhares de anos. Os povos se organizaram politicamente em reinos mais ou menos despóticos. E a teoria do bem e do mal continuou dando a solução para tudo. Até hoje, em qualquer desavença entre pessoas ou povos, cada parte se acha representante do bem e o opositor sempre é considerado do mal. Os reis se autodenominavam do bem e seus inimigos ou opositores eram considerados do mal. Os opositores diziam o contrário: que eles eram do bem e, por isso, deviam combater o rei, até a morte. Cada reino tinha uma religião oficial e um deus protetor. Era, como diziam os sacerdotes, “o nosso deus...”. Eles falavam ao povo, em nome do deus bem e do rei, como esse povo devia pensar e agir. Era o “poder legislativo” do reino. Todos tinham que adorar o deus bem, amar o rei, respeitar os mandamentos da religião, odiar o deus mal e todos os seus seguidores. Os representantes do mal deviam ser todos combatidos e mortos ou subjugados como escravos, ou ainda, como servos, se fossem úteis e fiéis servidores dos seus senhores, que se autodenominavam do bem.
Na criação do mundo os dois deuses bem e mal estavam juntos. O mal forneceu matéria e trevas para fazer todas as coisas. O bem forneceu a parte espiritual dessas mesmas coisas ( o espírito do mundo é a luz?!).
Na criação dos humanos, não foi diferente. A mulher, porque produz e pare o corpo material do neném, é a representante do mal. O homem é o representante do bem porque fornece o espírito (esperma, palavra derivada do Sânscrito com o significado de espírito). É por isto que a mulher, como representante do mal, deve sempre, ser submissa e fiel servidora do seu senhor, o homem. A rebeldia da mulher era causa de pena de morte. sic!
Ainda hoje, as religiões e as populações são, quase todas, usuárias desta teoria do bem e do mal. Logicamente com algumas ou muitas conseqüências danosas. ‘O que se pensa é o que se fala’. ‘O que se pensa e fala é o que se faz’. Basta acompanhar pelos jornais: os assassinatos, os estupros, os espancamentos, latrocínio, corrupção política, deterioração social, etc. Qual seria a causa de tudo isto? O que pensa o autor de um crime ao realizar a ação criminosa? Não seria que o bem é o seu lado e o outro é o mal? E, ainda, que ele, ela ou quem seja, tem que fazer a sua parte e destruir o mal?
Tiremos nossas conclusões. Devemos pensar numa maneira de re-educar a humanidade para esquecer e/ou ‘deletar’ este atavismo nocivo e construir um novo projeto de sociedade.
O Planeta Terra, como se sabe, passou por varias etapas de resfriamento. Quando os animais pré-históricos viviam na terra, ela era cheia de surpresas e muitos fenômenos naturais desconhecidos que atingiam fortemente a todos os viventes. Os terremotos eram constantes e, provavelmente, muito mais desastrosos que hoje. As chuvas, os ventos, os raios e as tempestades eram extremamente catastróficos. Os predadores eram gigantes no tamanho e no horror que causavam, principalmente no escuro da noite. Havia explosões por toda parte e muitos viventes morriam. Algumas dessas explosões ou quedas de meteoros levantavam nuvens de poeira, como se supõe ter acontecido na época dos dinossauros. Essas nuvens prolongavam a escuridão da noite, por longos períodos de tempo.
Quando os animais humanoides começaram a desenvolver o raciocínio, observaram que muitas tragédias aconteciam durante a noite. Eles não tinham uma boa visão noturna e, por isso, não viam os perigos. Acontecia frequentemente faltar alguém do grupo, desaparecido durante a noite. Quando isso acontecia, não havia como procurar durante a noite. Então alguns comentavam com os outros: o que aconteceu com ele? Quando? Onde? Como? Por que? As três primeiras respostas eram fáceis: desapareceu, ontem à noite, fora da caverna. Mas como? E por que? Essas eram as primeiras especulações da inteligência humana.
Encontravam, às vezes, no dia seguinte, parte do corpo do colega. Outras vezes não. Viam alguém ser atingido por um raio e morrer. Outros escapavam ilesos ou feridos. O que faz acontecer ou não acontecer, devia ser algo ou alguém muitíssimo superior a eles. Por que durante o dia eles podiam se defender e durante a noite o perigo aumentava muito?
Devia existir uma entidade divina muito boa e caridosa que era defensora dos humanos durante o dia e uma outra malvada que só fazia perseguir os humanos durante a noite, quando eles não estavam protegidos. Isto foi uma descoberta científica fantástica pela sua eficiência prática e pela amplitude de suas aplicações até hoje. Eles descobriram os fenômenos (acontecimentos), como aconteciam, e as causas. As coisas boas aconteciam durante no dia e eram dádivas do deus sol que era chamado deus “Bem”. A natureza desse deus “Bem” era o espírito intocável da luz. Luz que dava energia, calor e ajudava a visão dos humanos durante o dia, para se defenderem. Por outro lado, as coisas ruins ocorriam, frequentemente, à noite porque eram obras do deus “Mal” que se escondia nas trevas e, por isso, nunca era visto. A natureza do deus “Mal” era a matéria bruta e pesada. Essa teoria do bem e do mal, tão simples (ou simplória) e tão eficiente, só podia ser verdadeira. É como diz o provérbio italiano: “se non vero, bene trovato” – se não for verdade, pelo menos foi bem encontrado.
A humanidade foi evoluindo em centenas de milhares de anos. Os povos se organizaram politicamente em reinos mais ou menos despóticos. E a teoria do bem e do mal continuou dando a solução para tudo. Até hoje, em qualquer desavença entre pessoas ou povos, cada parte se acha representante do bem e o opositor sempre é considerado do mal. Os reis se autodenominavam do bem e seus inimigos ou opositores eram considerados do mal. Os opositores diziam o contrário: que eles eram do bem e, por isso, deviam combater o rei, até a morte. Cada reino tinha uma religião oficial e um deus protetor. Era, como diziam os sacerdotes, “o nosso deus...”. Eles falavam ao povo, em nome do deus bem e do rei, como esse povo devia pensar e agir. Era o “poder legislativo” do reino. Todos tinham que adorar o deus bem, amar o rei, respeitar os mandamentos da religião, odiar o deus mal e todos os seus seguidores. Os representantes do mal deviam ser todos combatidos e mortos ou subjugados como escravos, ou ainda, como servos, se fossem úteis e fiéis servidores dos seus senhores, que se autodenominavam do bem.
Na criação do mundo os dois deuses bem e mal estavam juntos. O mal forneceu matéria e trevas para fazer todas as coisas. O bem forneceu a parte espiritual dessas mesmas coisas ( o espírito do mundo é a luz?!).
Na criação dos humanos, não foi diferente. A mulher, porque produz e pare o corpo material do neném, é a representante do mal. O homem é o representante do bem porque fornece o espírito (esperma, palavra derivada do Sânscrito com o significado de espírito). É por isto que a mulher, como representante do mal, deve sempre, ser submissa e fiel servidora do seu senhor, o homem. A rebeldia da mulher era causa de pena de morte. sic!
Ainda hoje, as religiões e as populações são, quase todas, usuárias desta teoria do bem e do mal. Logicamente com algumas ou muitas conseqüências danosas. ‘O que se pensa é o que se fala’. ‘O que se pensa e fala é o que se faz’. Basta acompanhar pelos jornais: os assassinatos, os estupros, os espancamentos, latrocínio, corrupção política, deterioração social, etc. Qual seria a causa de tudo isto? O que pensa o autor de um crime ao realizar a ação criminosa? Não seria que o bem é o seu lado e o outro é o mal? E, ainda, que ele, ela ou quem seja, tem que fazer a sua parte e destruir o mal?
Tiremos nossas conclusões. Devemos pensar numa maneira de re-educar a humanidade para esquecer e/ou ‘deletar’ este atavismo nocivo e construir um novo projeto de sociedade.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
APRESENTAÇÃO
BLOGGER – Este BLOG tem, como objeto principal, levantar questões relativas
ao aprimoramento do projeto social e do projeto educacional.
TITULAR - - I – Qualificações Pessoais:
1) – Professor Aposentado
2) – Livre-Docente da UnB - DF
II – Qualificações Profissionais:
1) – Graduado em Filosofia pela FAFI – Uberaba – MG
2) – Graduado em Teologia pela UC – MG
3) – Bacharel em Matemática pela UNIPAM – Patos de Minas – MG
4) – Especialista em Políticas Públicas – UnB – DF
5) – Especialista em Estatística e Métodos Quantificativos – UnB - DF
6) – Especialista em Perícia Criminal – EP-DF.
ÁREA DE INTERSSE – Sociedade: 1) – Organização
2) – Funcionamento/Política
3) – Educação
4) – Profissão
METODOLOGIA - Filosófica
ENSAIO Nº 1 IMPROPRIEDADES TERMINOLÓGICAS
Não confundir Coprofagia com Iguaria!
Todos os nomes e/ou termos de linguagem existem com uma significação própria. É para isto que eles existem. Para transportar a idéia ou pensamento de uma pessoa para outra. Transportar sem adulterar. Cada termo tem uma significação convencionada em determinada língua, para que todos recebam a mesma mensagem ou idéia. Se algum comunicador usa termo portador de outro significado, fora da convenção, interrompe ou destrói a comunicação. Se usa impropriedades terminológicas porque ele assim procederia? Porque pessoas usam palavras inadequadas ou contraditórias? Qual seria a causa ou o motivo provável para isto? A causa poderia ser o desconhecimento da língua ou algum tipo de equívoco ocasional e/ou proposital. No caso de ser proposital, deve haver algum motivo particular ou intenção subjacente de ocultar alguma coisa. Pode, ainda, haver uma outra situação a considerar. O hábito de ver e ouvir manifestações em linguagem imprópria leva os ouvintes a repeti-las em situações semelhantes. As pessoas consideram como correto aquilo que todo mundo costuma dizer (é a moda!). Por isto aceitam o hábito sem qualquer crítica, sem compreender o seu significado ou dando um significado particular diferente da convenção oficial.
A gíria é uma convenção particular de um grupo social que, geralmente, tem uma curta existência. Mas pode, também, ser oficializada por insistência dos meios de comunicação. Veja, por exemplo, o apresentador de um programa nacional de TV. Ele cria termos exóticos e os usa constantemente em todos os programas e por vários anos. A população deixa de usar os termos apropriados ou corretos e passa adotar aquela gíria particular. Outros profissionais - como advogados, políticos, médicos - têm suas gírias ou linguagem própria que eles preferem usar para não serem entendidos pela população em geral. É claro que existem termos técnicos necessários. Mas criar uma linguagem própria é afrontar a sociedade para a qual eles trabalham.
O poder da insistência repetitiva é incalculável. De tanto ver e ouvir algumas informações, as pessoas ficam condicionadas pelo hábito. Não distinguem o que é bom ou ruim, o que é verdade ou inverdade, o que é crença ou o que é ciência, o que é fato ou ficção, o que é religião ou filosofia, o que é vício ou virtude. Os hábitos podem parecer estranhos a outras pessoas, mas para quem se habituou é inteiramente aceitável. É aceitável até se tornarem inviáveis ou prejudiciais. Isto ocorre com animais irracionais e racionais. Há pessoas e animais que adquiriram hábitos alimentares de antropofagia ou de coprofagia. Eles gostam dessa repugnante alimentação. Segundo um provérbio esquecido: ‘para quem adquiriu o hábito, a coprofagia é uma iguaria’. Os hábitos são tão fortes que as pessoas realizam coisas incríveis como autômatos conscientes do ato, mas não da responsabilidade por eles. Podendo ser criado um temeroso fanatismo individual ou coletivo. O perigo aumenta porque o fanatismo coletivo é incontrolável. E quando alguém individualmente ou em grupo organizado utiliza dessas técnicas está desrespeitando o ser humano na sua essência que é a sua consciência racional. Por trás dessas atitudes dominadoras de consciências existem, com certeza, interesses e/ou objetivos que os atores não querem ou não podem declarar.
A repetitividade é um instrumento formador tanto de opinião, como de hábitos. Por isto a ciência usa ocorrências repetitivas em formas estatísticas para pesquisar as causas de fenômenos. De outra maneira, algumas organizações religiosas, caudilhos políticos e outras ideologias, usam a propaganda massiva e extremamente repetitiva, não para encontrar causas, mas para oculta-las. Assim, visando interesses próprios não declarados, bombardeiam agressivamente a sociedade com propagandas massivas e até subliminares. É uma espécie de lavagem cerebral coletiva. As pessoas, não tendo tempo de usar o raciocínio, tornam-se marionetes sob o comando de alguém. Com o tempo, vão sendo formados hábitos ideológicos aceitos pelo grupo sociológico como verdades indiscutíveis. Quando isto ocorre pode estar havendo algum tipo de intenção dissuasiva, uma tentativa de forçar o convencimento ou de ocultação da verdade. Em qualquer dessas hipóteses, a linguagem deixa de cumprir a sua função comunicativa interpessoal, não excluindo a hipótese de demagogia, deslealdade ou de falsa ideologia. A Sociedade não pode tolerar a falsidade ideológica. Ela necessita de uma linguagem clara, precisa e coerente para a comunicação dos sócios. Sem comunicação não há progresso. A comunicação deturpada e falsificada prejudica, retarda e impede os objetivos sociais. É necessário que o comunicador respeite o(s) seu(s) interlocutor(es). Qualquer comunicador pode expor suas idéias e justificá-las, sem querer forçar a aceitação por palavras, gestos, ou atitudes. Ninguém pode ser constrangido por suas idéias, só por seus atos ou comportamento inadequado à sociedade a que pertença. O comunicador é livre/responsável por suas idéias tanto quanto o seu interlocutor por aceita-las ou não. Por isto a repetitividade massiva desrespeita a liberdade de pensar e agir responsavelmente. Todos tem que respeitar para serem respeitados.
Segundo Aristóteles, um ser que não cumpre as propriedades da coisa que ele é, não tem razão para existir. Se a essência humana é a racionalidade, o ser humano tem que agir coerentemente com a sua racionalidade. Do contrário não teria mais razão de existir. É verdade que o ser humano é, também, um ser animal e por isso tem necessidades físicas e fisiológicas coerentes com a sua parte animal. Não seria coerente, porém, satisfazer as necessidades de maneira irracional. As pessoas podem ter os seus diversos interesses, contanto que, não contrários à racionalidade. Era isto que o Filósofo Peripatético entendia como ética.
No próximo ensaio falaremos sobre os termos mal utilizados na linguagem e suas conseqüências
BLOGGER – Este BLOG tem, como objeto principal, levantar questões relativas
ao aprimoramento do projeto social e do projeto educacional.
TITULAR - - I – Qualificações Pessoais:
1) – Professor Aposentado
2) – Livre-Docente da UnB - DF
II – Qualificações Profissionais:
1) – Graduado em Filosofia pela FAFI – Uberaba – MG
2) – Graduado em Teologia pela UC – MG
3) – Bacharel em Matemática pela UNIPAM – Patos de Minas – MG
4) – Especialista em Políticas Públicas – UnB – DF
5) – Especialista em Estatística e Métodos Quantificativos – UnB - DF
6) – Especialista em Perícia Criminal – EP-DF.
ÁREA DE INTERSSE – Sociedade: 1) – Organização
2) – Funcionamento/Política
3) – Educação
4) – Profissão
METODOLOGIA - Filosófica
ENSAIO Nº 1 IMPROPRIEDADES TERMINOLÓGICAS
Não confundir Coprofagia com Iguaria!
Todos os nomes e/ou termos de linguagem existem com uma significação própria. É para isto que eles existem. Para transportar a idéia ou pensamento de uma pessoa para outra. Transportar sem adulterar. Cada termo tem uma significação convencionada em determinada língua, para que todos recebam a mesma mensagem ou idéia. Se algum comunicador usa termo portador de outro significado, fora da convenção, interrompe ou destrói a comunicação. Se usa impropriedades terminológicas porque ele assim procederia? Porque pessoas usam palavras inadequadas ou contraditórias? Qual seria a causa ou o motivo provável para isto? A causa poderia ser o desconhecimento da língua ou algum tipo de equívoco ocasional e/ou proposital. No caso de ser proposital, deve haver algum motivo particular ou intenção subjacente de ocultar alguma coisa. Pode, ainda, haver uma outra situação a considerar. O hábito de ver e ouvir manifestações em linguagem imprópria leva os ouvintes a repeti-las em situações semelhantes. As pessoas consideram como correto aquilo que todo mundo costuma dizer (é a moda!). Por isto aceitam o hábito sem qualquer crítica, sem compreender o seu significado ou dando um significado particular diferente da convenção oficial.
A gíria é uma convenção particular de um grupo social que, geralmente, tem uma curta existência. Mas pode, também, ser oficializada por insistência dos meios de comunicação. Veja, por exemplo, o apresentador de um programa nacional de TV. Ele cria termos exóticos e os usa constantemente em todos os programas e por vários anos. A população deixa de usar os termos apropriados ou corretos e passa adotar aquela gíria particular. Outros profissionais - como advogados, políticos, médicos - têm suas gírias ou linguagem própria que eles preferem usar para não serem entendidos pela população em geral. É claro que existem termos técnicos necessários. Mas criar uma linguagem própria é afrontar a sociedade para a qual eles trabalham.
O poder da insistência repetitiva é incalculável. De tanto ver e ouvir algumas informações, as pessoas ficam condicionadas pelo hábito. Não distinguem o que é bom ou ruim, o que é verdade ou inverdade, o que é crença ou o que é ciência, o que é fato ou ficção, o que é religião ou filosofia, o que é vício ou virtude. Os hábitos podem parecer estranhos a outras pessoas, mas para quem se habituou é inteiramente aceitável. É aceitável até se tornarem inviáveis ou prejudiciais. Isto ocorre com animais irracionais e racionais. Há pessoas e animais que adquiriram hábitos alimentares de antropofagia ou de coprofagia. Eles gostam dessa repugnante alimentação. Segundo um provérbio esquecido: ‘para quem adquiriu o hábito, a coprofagia é uma iguaria’. Os hábitos são tão fortes que as pessoas realizam coisas incríveis como autômatos conscientes do ato, mas não da responsabilidade por eles. Podendo ser criado um temeroso fanatismo individual ou coletivo. O perigo aumenta porque o fanatismo coletivo é incontrolável. E quando alguém individualmente ou em grupo organizado utiliza dessas técnicas está desrespeitando o ser humano na sua essência que é a sua consciência racional. Por trás dessas atitudes dominadoras de consciências existem, com certeza, interesses e/ou objetivos que os atores não querem ou não podem declarar.
A repetitividade é um instrumento formador tanto de opinião, como de hábitos. Por isto a ciência usa ocorrências repetitivas em formas estatísticas para pesquisar as causas de fenômenos. De outra maneira, algumas organizações religiosas, caudilhos políticos e outras ideologias, usam a propaganda massiva e extremamente repetitiva, não para encontrar causas, mas para oculta-las. Assim, visando interesses próprios não declarados, bombardeiam agressivamente a sociedade com propagandas massivas e até subliminares. É uma espécie de lavagem cerebral coletiva. As pessoas, não tendo tempo de usar o raciocínio, tornam-se marionetes sob o comando de alguém. Com o tempo, vão sendo formados hábitos ideológicos aceitos pelo grupo sociológico como verdades indiscutíveis. Quando isto ocorre pode estar havendo algum tipo de intenção dissuasiva, uma tentativa de forçar o convencimento ou de ocultação da verdade. Em qualquer dessas hipóteses, a linguagem deixa de cumprir a sua função comunicativa interpessoal, não excluindo a hipótese de demagogia, deslealdade ou de falsa ideologia. A Sociedade não pode tolerar a falsidade ideológica. Ela necessita de uma linguagem clara, precisa e coerente para a comunicação dos sócios. Sem comunicação não há progresso. A comunicação deturpada e falsificada prejudica, retarda e impede os objetivos sociais. É necessário que o comunicador respeite o(s) seu(s) interlocutor(es). Qualquer comunicador pode expor suas idéias e justificá-las, sem querer forçar a aceitação por palavras, gestos, ou atitudes. Ninguém pode ser constrangido por suas idéias, só por seus atos ou comportamento inadequado à sociedade a que pertença. O comunicador é livre/responsável por suas idéias tanto quanto o seu interlocutor por aceita-las ou não. Por isto a repetitividade massiva desrespeita a liberdade de pensar e agir responsavelmente. Todos tem que respeitar para serem respeitados.
Segundo Aristóteles, um ser que não cumpre as propriedades da coisa que ele é, não tem razão para existir. Se a essência humana é a racionalidade, o ser humano tem que agir coerentemente com a sua racionalidade. Do contrário não teria mais razão de existir. É verdade que o ser humano é, também, um ser animal e por isso tem necessidades físicas e fisiológicas coerentes com a sua parte animal. Não seria coerente, porém, satisfazer as necessidades de maneira irracional. As pessoas podem ter os seus diversos interesses, contanto que, não contrários à racionalidade. Era isto que o Filósofo Peripatético entendia como ética.
No próximo ensaio falaremos sobre os termos mal utilizados na linguagem e suas conseqüências
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