Ensaio nº 4 – Impropriedades Terminológicas – “Digital”
Digital é um adjetivo referente a dígito. Dígito veio do termo digitus em Latim que significa dedo. Por isso digital significa qualquer coisa relacionada com dedos. As antigas máquinas de escrever (Facit, Remington, etc), eram totalmente digitais porque funcionavam pela força dos dedos. Datilografia vem do grego dactilo que, também, significa dedo. São digitais quaisquer tipos de teclado: os teclados de piano, os teclados de qualquer instrumento musical, os teclados de controle remoto, de computadores e, até, as telas que substituem os teclados e são acionadas por toques, podem ser qualificadas por digitais.
As quantidades contáveis nos dedos e, por extensão, os números inteiros contáveis, são digitais. Os algarismos de zero a 9 são digitais porque podem ser contados pelos dedos e representam quantidades contáveis formadoras do conjunto numérico dos naturais (N= {0,1,2,3...}. Os números fracionários e/ou relativos, incluindo os números binários (fonte de produção tecnológica), não se confundem com os números contáveis e, por isso, jamais podem ser chamados digitais. As expressões, Computador digital, televisor digital, som digital ou tecnologia digital, constituem um absurdo terminológico porque os seus temos estão se contradizendo (contradictio in terminis).. Computador digital = contador de dedos. Televisor digital = quem ou que enxerga longe pelos dedos. Som digital = som produzido pelos dedos. Tecnologia digital = tecnologia dos dedos ou produzida pelos dedos. Linguagem digital = linguagem feita por gestos dos dedos, como aquela dos surdos-mudos.
Vi um comercial , pela televisão, dizendo alguma coisa sobre câmera fotográfica digital e fotografia digital. Que eu me lembre isto significa fotografias feitas por lambe-lambe. Aquelas feitas sob alguma marquise de rodoviária por trás de um pano preto, reveladas e manuseadas pelos dedos num líquido próprio. As câmaras e/ou fotografias automáticas ou eletrônicas não podem ser denominadas digitais, porque nada têm a ver com os dedos, a não ser segura-las. È um contra-senso lingüístico para confundir as pessoas. Isto é próprio de alguém mal intencionado querendo confundir e enganar desavisados em proveito de seus interesses.
Qual teria sido a razão desta nomenclatura digital? Seria uma intenção de ocultar a verdade? Na Europa chamaram essa tecnologia de numérica. Tecnologia numérica não está errado. Mas está indeterminado. Apenas os números binários, porque são inteiros e relativos, são próprios para essas novas tecnologias. Os outros números significam quantidades inteiras ou fracionárias, mas não possuem as características representativas de realidade. A relatividade é que abriga a existência espaço-temporal (três dimensões matemáticas extensivas e uma dimensão física de movimento ou tempo). Por esta razão os números binários (relativos) são os únicos que possibilitam a geração tecnológica. Os dígitos são, apenas esporadicamente, utilizados no processo. Por tudo isto, uma conclusão se impõe: é urgente que os meios de comunicação e os comunicadores em geral, revejam a sua linguagem substituindo os termos inadequados á sua missão de comunicar.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Ensaio nº3 - "Consumo"
Ensaio nº3 – Impropriedade Terminológica – “Consumo”
Um dicionário de Língua Portuguesa apresenta, para o verbo consumir, quase vinte variações de significados. Algumas dessas variações são pertinentes, outras são indevidamente importadas de língua estrangeira. São impróprias porque incorporam significados dos verbos adquirir, comprar e usar ao verbo consumir. Este mau uso do verbo consumir e do substantivo consumo acarreta uma grande confusão na mente das pessoas. O que era comprar agora é consumir. Aquilo que era considerado bens duráveis, bens ecológicos ou bens de conservação passaram a ser bens de consumo. É a depredação generalizada dos recursos do planeta pelo consumismo.
A confusão é tanta que passaram a considerar o consumo como sujeito gerador de direitos. Fizeram uma lei demagógica e a chamaram de Lei dos Direitos do Consumidor. Mas o que pode gerar um direito? A aquisição (comprar e pagar) ou consumir alguma coisa? È como se você chegasse numa loja de eletrodomésticos e quebrasse um aparelho de televisão todinho. Você adquiriu o direito de consumidor sobre aquele aparelho? Não. Claro que não. O direito se adquire comprando e pagando e não pelo consumo. Consumir não é comprar, não é adquirir, não é usar, não é preservar e nem conservar. Consumir é fazer desaparecer, é destruir completamente.
Não é por acaso que onde se cultiva o consumismo despreza-se a ecologia e a conservação em geral. Por outro lado quem combate o consumismo exasperadamente, cai noutro extremo tão estúpido quanto. Faz-se necessário buscar o equilíbrio sempre. Até porque todo ser vivo precisa de alimentar-se. E alimentar é consumir alguma coisa. Mas se tudo for consumido vai faltar o alimento. Os órgãos individuais entram em processo de falência e o indivíduo morre. É assim que muitas espécies desapareceram da terra. Umas porque foram totalmente consumidas e outras porque consumiram (destruíram) sua fonte de alimento. O individuo morre para servir de alimento para outras vidas. Isto é o que se chama teia vital ou interdependência geral. Essa interdependência é uma característica ou propriedade da vida e, por extensão, da sociedade. Outra propriedade da vida e da sociedade é o equilíbrio sustentável e dinâmico em todas as direções.
Sobre isto falaremos em outra oportunidade.
Um dicionário de Língua Portuguesa apresenta, para o verbo consumir, quase vinte variações de significados. Algumas dessas variações são pertinentes, outras são indevidamente importadas de língua estrangeira. São impróprias porque incorporam significados dos verbos adquirir, comprar e usar ao verbo consumir. Este mau uso do verbo consumir e do substantivo consumo acarreta uma grande confusão na mente das pessoas. O que era comprar agora é consumir. Aquilo que era considerado bens duráveis, bens ecológicos ou bens de conservação passaram a ser bens de consumo. É a depredação generalizada dos recursos do planeta pelo consumismo.
A confusão é tanta que passaram a considerar o consumo como sujeito gerador de direitos. Fizeram uma lei demagógica e a chamaram de Lei dos Direitos do Consumidor. Mas o que pode gerar um direito? A aquisição (comprar e pagar) ou consumir alguma coisa? È como se você chegasse numa loja de eletrodomésticos e quebrasse um aparelho de televisão todinho. Você adquiriu o direito de consumidor sobre aquele aparelho? Não. Claro que não. O direito se adquire comprando e pagando e não pelo consumo. Consumir não é comprar, não é adquirir, não é usar, não é preservar e nem conservar. Consumir é fazer desaparecer, é destruir completamente.
Não é por acaso que onde se cultiva o consumismo despreza-se a ecologia e a conservação em geral. Por outro lado quem combate o consumismo exasperadamente, cai noutro extremo tão estúpido quanto. Faz-se necessário buscar o equilíbrio sempre. Até porque todo ser vivo precisa de alimentar-se. E alimentar é consumir alguma coisa. Mas se tudo for consumido vai faltar o alimento. Os órgãos individuais entram em processo de falência e o indivíduo morre. É assim que muitas espécies desapareceram da terra. Umas porque foram totalmente consumidas e outras porque consumiram (destruíram) sua fonte de alimento. O individuo morre para servir de alimento para outras vidas. Isto é o que se chama teia vital ou interdependência geral. Essa interdependência é uma característica ou propriedade da vida e, por extensão, da sociedade. Outra propriedade da vida e da sociedade é o equilíbrio sustentável e dinâmico em todas as direções.
Sobre isto falaremos em outra oportunidade.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Ensaio nº 2 - "in dubio pro reu"
Ensaio nº 2 - Conseqüências da impropriedade terminológica – “in dúbio pro réu”
Existe um mote jurídico que diz, em latim: in dúbio pro réu. Em português significa: em caso de dúvida o acusado tem razão. Isto não é ser justo e nem é fazer justiça. É não fazer justiça e, pior ainda, é cometer uma injustiça inocentando, provavelmente, um culpado. O que é tão injusto quanto a condenação de um inocente. O mote jurídico deveria ser in dúbio injudicare, em português: em caso de dúvida paralisar o julgamento. Neste caso o processo de julgamento deveria ser arquivado e seria desarquivado se houvesse novos indícios probatórios ou o agente for, novamente acusado de cometer outros atos delituosos. O crime não prescreve nunca. Não prescreve porque ação realizada não pode ser desfeita nunca. A punição dos delitos e a reparação dos danos causados precisam ser fatores inibidores do crime. Por outro lado qualquer cidadão pode ver-se envolvido em crime voluntária ou involuntariamente. E, por isto, o cidadão precisa ser bem informado de todos os valores adotados pela sociedade. Precisa estar informado e aceitar esses valores. O processo de informação, aceitação e prática é o que deve ser entendido como educação social.
Se o crime não pode ser desfeito, pelo menos, deve ser feita alguma reparação dos danos causados à vítima e/ou seus familiares. O infrator precisa repudiar seus atos criminosos e manifestar positivamente sua vontade de participar ativamente da construção da sociedade e passivamente dos lucros dividendos dessa sociedade. Além disso, alguma atitude deve ser tomada pelo Estado, para que o fato não volte acontecer. O que, também, não pode ocorrer é a omissão de atitude do Estado (lavando as mãos). Ele precisa evitar e/ou minimizar qualquer possibilidade. Todo cidadão precisa ser educado (ou re-educado) para escolher um trabalho e adquirir uma profissão. Pois se o ócio é o pai de todos os vícios, o trabalho é um dos mais eficientes instrumentos pedagógicos que existe. Os romanos já diziam: fabricando fit faber. Em português: é fabricando (praticando) que se faz o ferreiro. A sociedade precisa perder o seu atávico preconceito contra o trabalho (num passado, não muito distante, trabalhar era coisa de escravo). Deve ser por isto que grande parte da sociedade rejeita este eficientíssimo instrumento educacional. Quem trabalha em casa, desde criança, sabe o valor do trabalho. Estuda com mais objetivo visando uma profissão. Eu falo por mim, por grandes e conhecidos industriais brasileiros e por todos que lutaram desde criança e hoje são os mais valorosos cidadãos de sua pátria. Não seria por falta dessa educação para o trabalho que existe tanto desrespeito á propriedade? Não seria pelo mesmo motivo que existem tantos desocupados, vagabundos ou ladrões? Seria, talvez, por esta razão que sociedade vem desvalorizando tanto o trabalhador? Seria por considerar ação vil ou imprópria que a lei proíbe o trabalho para menores? Ensinando e criando o hábito de trabalhar é que se consegue recuperar o indivíduo para a sociedade. Cadeia não recupera ninguém. Pelo contrário, aprimora o comportamento criminoso por causa do ócio e o convívio maléfico entre presos. A estatística tem um princípio semelhante ao citado fabricando fit faber que é o seguinte: a constante repetição indica uma tendência. Se aceito este princípio estatístico e se o cidadão vai ter que trabalhar durante toda a sua vida, precisa ser iniciado desde a primeira infância nas lides laborais. Várias coisas podem ocorrer: aprender que trabalhar é preciso, aprender a gostar de trabalhar porque é preciso, descobrir varias formas de trabalhar como opções para sua vida, convencer-se da necessidade de estudar para ter mais chances de uma vida melhor e de acordo com suas tendências ou preferências. A criança acabou de aprender a andar pode guardar a mamadeira, entregar um objeto para ao pai ou lavar as mãozinhas. Quando um pouco maior pode ajudar a lavar as louças de casa. Pode ir à escola, fazer os deveres escolares, praticar esportes, se tiver tempo, ajudar em algum serviço do pai ou da mãe que esteja ao seu alcance fazer. O hábito de trabalhar se adquire trabalhando. Dizer que a criança que estuda não pode trabalhar é um grande e preconceituoso equívoco. O que não se pode admitir é um trabalho excessivo ou inadequado ao infante. O trabalho principal, porém não excludente, da juventude é o estudo.
Para o adulto infrator, além das penalidades punitivas adequadas, há que se fazer uma distinção. Se ele não sabe o que é ser sócio de uma sociedade, precisa ser muito bem informado para que possa fazer sua escolha consciente de vida. Se não tiver uma profissão precisa ter iniciação em várias profissões para ter opções na sociedade. As opções contrárias aos sócios como um todo e/ou à sociedade não são aceitas. Quem optar por não querer ser sócio (cidadão) de um País(Sociedade), terá que deixar espontaneamente a sociedade ou ser excluído compulsoriamente.
Existe um mote jurídico que diz, em latim: in dúbio pro réu. Em português significa: em caso de dúvida o acusado tem razão. Isto não é ser justo e nem é fazer justiça. É não fazer justiça e, pior ainda, é cometer uma injustiça inocentando, provavelmente, um culpado. O que é tão injusto quanto a condenação de um inocente. O mote jurídico deveria ser in dúbio injudicare, em português: em caso de dúvida paralisar o julgamento. Neste caso o processo de julgamento deveria ser arquivado e seria desarquivado se houvesse novos indícios probatórios ou o agente for, novamente acusado de cometer outros atos delituosos. O crime não prescreve nunca. Não prescreve porque ação realizada não pode ser desfeita nunca. A punição dos delitos e a reparação dos danos causados precisam ser fatores inibidores do crime. Por outro lado qualquer cidadão pode ver-se envolvido em crime voluntária ou involuntariamente. E, por isto, o cidadão precisa ser bem informado de todos os valores adotados pela sociedade. Precisa estar informado e aceitar esses valores. O processo de informação, aceitação e prática é o que deve ser entendido como educação social.
Se o crime não pode ser desfeito, pelo menos, deve ser feita alguma reparação dos danos causados à vítima e/ou seus familiares. O infrator precisa repudiar seus atos criminosos e manifestar positivamente sua vontade de participar ativamente da construção da sociedade e passivamente dos lucros dividendos dessa sociedade. Além disso, alguma atitude deve ser tomada pelo Estado, para que o fato não volte acontecer. O que, também, não pode ocorrer é a omissão de atitude do Estado (lavando as mãos). Ele precisa evitar e/ou minimizar qualquer possibilidade. Todo cidadão precisa ser educado (ou re-educado) para escolher um trabalho e adquirir uma profissão. Pois se o ócio é o pai de todos os vícios, o trabalho é um dos mais eficientes instrumentos pedagógicos que existe. Os romanos já diziam: fabricando fit faber. Em português: é fabricando (praticando) que se faz o ferreiro. A sociedade precisa perder o seu atávico preconceito contra o trabalho (num passado, não muito distante, trabalhar era coisa de escravo). Deve ser por isto que grande parte da sociedade rejeita este eficientíssimo instrumento educacional. Quem trabalha em casa, desde criança, sabe o valor do trabalho. Estuda com mais objetivo visando uma profissão. Eu falo por mim, por grandes e conhecidos industriais brasileiros e por todos que lutaram desde criança e hoje são os mais valorosos cidadãos de sua pátria. Não seria por falta dessa educação para o trabalho que existe tanto desrespeito á propriedade? Não seria pelo mesmo motivo que existem tantos desocupados, vagabundos ou ladrões? Seria, talvez, por esta razão que sociedade vem desvalorizando tanto o trabalhador? Seria por considerar ação vil ou imprópria que a lei proíbe o trabalho para menores? Ensinando e criando o hábito de trabalhar é que se consegue recuperar o indivíduo para a sociedade. Cadeia não recupera ninguém. Pelo contrário, aprimora o comportamento criminoso por causa do ócio e o convívio maléfico entre presos. A estatística tem um princípio semelhante ao citado fabricando fit faber que é o seguinte: a constante repetição indica uma tendência. Se aceito este princípio estatístico e se o cidadão vai ter que trabalhar durante toda a sua vida, precisa ser iniciado desde a primeira infância nas lides laborais. Várias coisas podem ocorrer: aprender que trabalhar é preciso, aprender a gostar de trabalhar porque é preciso, descobrir varias formas de trabalhar como opções para sua vida, convencer-se da necessidade de estudar para ter mais chances de uma vida melhor e de acordo com suas tendências ou preferências. A criança acabou de aprender a andar pode guardar a mamadeira, entregar um objeto para ao pai ou lavar as mãozinhas. Quando um pouco maior pode ajudar a lavar as louças de casa. Pode ir à escola, fazer os deveres escolares, praticar esportes, se tiver tempo, ajudar em algum serviço do pai ou da mãe que esteja ao seu alcance fazer. O hábito de trabalhar se adquire trabalhando. Dizer que a criança que estuda não pode trabalhar é um grande e preconceituoso equívoco. O que não se pode admitir é um trabalho excessivo ou inadequado ao infante. O trabalho principal, porém não excludente, da juventude é o estudo.
Para o adulto infrator, além das penalidades punitivas adequadas, há que se fazer uma distinção. Se ele não sabe o que é ser sócio de uma sociedade, precisa ser muito bem informado para que possa fazer sua escolha consciente de vida. Se não tiver uma profissão precisa ter iniciação em várias profissões para ter opções na sociedade. As opções contrárias aos sócios como um todo e/ou à sociedade não são aceitas. Quem optar por não querer ser sócio (cidadão) de um País(Sociedade), terá que deixar espontaneamente a sociedade ou ser excluído compulsoriamente.
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