quinta-feira, 31 de março de 2011
ABSOLUTICE Os termos ‘absoluto’ e ‘absolutamente’ não devem ser usados com a função de ênfase. Enfatizar é reforçar uma coisa que já foi dita. Mas se o reforço for exagerado, grande demais, pode denotar má fé. Indica uma intenção de forçar a aceitação de uma coisa duvidosa e ou de confundir o interlocutor. Isto porque ser absoluto é ser único, imutável, invariável e sem qualquer relação com ninguém e com nada. Algo isolado e totalmente independente de tudo e por isso, incompreensível. Se algo é absoluto não pode existir no espaço/tempo que é tetradimensional (quatro relações). A ciência não é imutável, porém, é durável. Não é infalível, mas, é confiável. A ciência não é absoluta(isolada da realidade), é relativa. Por isso, as teorias científicas não podem ser consideradas absolutas. Elas são, todas, relativas ao estado cognitivo de época e ao conhecimento que se tem das coisas. Tudo que existe é feito, construído ou produzido no espaço/tempo depende de materiais, recursos e relações pré-determinadas pelo projeto. Nada é estático na realidade. Há uma máxima científica que diz: nada se perde, tudo se transforma. Significa: nada existente é absoluto. A existência é um estado de relatividade. Por isso, todo cuidado é pouco. O mundo está infestado de absolutices enganosas.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Maioridade e Maturidade
Maioridade é idade maior quantitativamente. O adolescente costuma dizer: “ainda não sou de maior”. Maioridade significa ter mais tempo de existência. Maturidade não é idade madura é qualidade de maduro(a), ou seja, que tem um certo grau de maturação. Este grau de maturação precisa ser identificado, assim como na fruta, também, na vida animal e na vida humana. Assim se diz a maturidade do bezerro, do barrão ou do ser humano.
Assim sendo, a maioridade é um critério impróprio para a atribuição de liberreponsabilidades. Existem idosos, crianças, e adolescentes socialmente incapazes ou não totalmente capazes. Porém, um adolescente de onze anos pode ter maturidade maior que a maioridade de 18 anos. Pessoas incapazes ou pouco capazes podem ser encontradas em qualquer idade. Por isto, em razão da natureza rígida da lei, o critério legal de maioridade ou menoridade social é impróprio e inaceitável. Essa rigidez legal está a exigir uma linguagem adequada e inequívoca.
Por outro lado, o critério da maturidade, (grau de maturação psicológica e social), também, pode acarretar alguma dificuldade na avaliação desse grau aceitável. Mas isto não é razão suficiente para abandoná-lo, pois a dificuldade não invalida o uso de um critério correto. Existem categorias profissionais capacitadas para determinar os critérios aceitáveis de avaliação da maturidade psicológica do indivíduo.
Entendo, eu, que a Lei não pode classificar ou desclassificar, valorizar ou desvalorizar o cidadão por idade. Seria uma discriminação segregativa. O que pode destacar o cidadão é a sua participação e/ou a atuação sócio-construtiva. A Lei precisa ser inequívoca.
Maioridade é idade maior quantitativamente. O adolescente costuma dizer: “ainda não sou de maior”. Maioridade significa ter mais tempo de existência. Maturidade não é idade madura é qualidade de maduro(a), ou seja, que tem um certo grau de maturação. Este grau de maturação precisa ser identificado, assim como na fruta, também, na vida animal e na vida humana. Assim se diz a maturidade do bezerro, do barrão ou do ser humano.
Assim sendo, a maioridade é um critério impróprio para a atribuição de liberreponsabilidades. Existem idosos, crianças, e adolescentes socialmente incapazes ou não totalmente capazes. Porém, um adolescente de onze anos pode ter maturidade maior que a maioridade de 18 anos. Pessoas incapazes ou pouco capazes podem ser encontradas em qualquer idade. Por isto, em razão da natureza rígida da lei, o critério legal de maioridade ou menoridade social é impróprio e inaceitável. Essa rigidez legal está a exigir uma linguagem adequada e inequívoca.
Por outro lado, o critério da maturidade, (grau de maturação psicológica e social), também, pode acarretar alguma dificuldade na avaliação desse grau aceitável. Mas isto não é razão suficiente para abandoná-lo, pois a dificuldade não invalida o uso de um critério correto. Existem categorias profissionais capacitadas para determinar os critérios aceitáveis de avaliação da maturidade psicológica do indivíduo.
Entendo, eu, que a Lei não pode classificar ou desclassificar, valorizar ou desvalorizar o cidadão por idade. Seria uma discriminação segregativa. O que pode destacar o cidadão é a sua participação e/ou a atuação sócio-construtiva. A Lei precisa ser inequívoca.
terça-feira, 1 de março de 2011
Conhecimento
Tudo que é real ocupa um lugar no espaço-tempo. Cada coisa individual tem o seu lugar que só pode ser ocupado por ela e mais nada. Se a coisa se move para outro lugar desocupado leva consigo o seu espaço-tempo. Não pode querer ocupar um lugar já ocupado sob pena de sua própria desintegração e a do outro ocupante. Para evitar essa catástrofe cada unidade emite diversos tipos de sinais característicos de sua natureza para ser conhecida e ser identificado o lugar ocupado.
Os sinais de conhecimento e/ou reconhecimento mais observados na prática são: sons, imagens, rigidez, paladar e odor que são percebidos pelos cinco sentidos. Esses sinais, além do conhecimento da natureza objetiva permitem a identificação local do objeto conhecido. Além desses sinais o ocupante de um lugar pode usar outros tipos de sinais como magnetismo e irradiações diversas, para afastar ou atrair, repelir ou compor elementos. Trata-se de relações entre seres individuais ou construídos no espaço-tempo e não de seres teóricos. O ser teórico é o projeto ideal da coisa construída ou da coisa a ser produzida. O ser teórico é genérico e só tem relações teóricas. O ser individual é unitário e, além das relações teóricas do seu projeto, tem as relações espaço, de tempo e de localização. Assim fica claro a existência de dois tipos de conhecimento, o da coisa existente individualmente e o conhecimento dos projetos dessas coisas (construídas ou à construir).
As palavras ou termos lingüísticos significam e/ou representam ora o ser individual ora o ser teórico. Quando significam uma coisa individual é um nome individual que indica o conhecimento de coisas individuais. Quando os termos ou palavras têm um significado teórico indicam um conhecimento, não de um indivíduo em particular, mas de uma classe de indivíduos. Esses termos representam e/ou são portadores de um conceito teórico. Por isso têm a abrangência de uma espécie ou gênero, não se referindo à esse ou àquele indivíduo, mas a todos da espécie.
A função da linguagem é a comunicação. Comunicação significa transmitir e/ou receber o conhecimento, transmitir e/ou receber integralmente as idéias e os pensamentos. Toda falha na transmissão ou na recepção redunda em fracasso da comunicação. Se for falha intencional do comunicador caracteriza-se uma falta de coerência. Ora, se comunicar é uma função própria do comunicador e ele não cumpre intencionalmente sua propriedade, comete uma incoerência profissional denominada falta de ética e perde a razão de ser comunicador, segundo o entendimento do filósofo grego Aristóteles de Estagira. Conclui-se que o comunicador de ofício tem obrigação ética de se expressar corretamente a verdade do conhecimento. Já o comunicante habitual tem, apenas, o dever da verdade na comunicação.
Tudo que é real ocupa um lugar no espaço-tempo. Cada coisa individual tem o seu lugar que só pode ser ocupado por ela e mais nada. Se a coisa se move para outro lugar desocupado leva consigo o seu espaço-tempo. Não pode querer ocupar um lugar já ocupado sob pena de sua própria desintegração e a do outro ocupante. Para evitar essa catástrofe cada unidade emite diversos tipos de sinais característicos de sua natureza para ser conhecida e ser identificado o lugar ocupado.
Os sinais de conhecimento e/ou reconhecimento mais observados na prática são: sons, imagens, rigidez, paladar e odor que são percebidos pelos cinco sentidos. Esses sinais, além do conhecimento da natureza objetiva permitem a identificação local do objeto conhecido. Além desses sinais o ocupante de um lugar pode usar outros tipos de sinais como magnetismo e irradiações diversas, para afastar ou atrair, repelir ou compor elementos. Trata-se de relações entre seres individuais ou construídos no espaço-tempo e não de seres teóricos. O ser teórico é o projeto ideal da coisa construída ou da coisa a ser produzida. O ser teórico é genérico e só tem relações teóricas. O ser individual é unitário e, além das relações teóricas do seu projeto, tem as relações espaço, de tempo e de localização. Assim fica claro a existência de dois tipos de conhecimento, o da coisa existente individualmente e o conhecimento dos projetos dessas coisas (construídas ou à construir).
As palavras ou termos lingüísticos significam e/ou representam ora o ser individual ora o ser teórico. Quando significam uma coisa individual é um nome individual que indica o conhecimento de coisas individuais. Quando os termos ou palavras têm um significado teórico indicam um conhecimento, não de um indivíduo em particular, mas de uma classe de indivíduos. Esses termos representam e/ou são portadores de um conceito teórico. Por isso têm a abrangência de uma espécie ou gênero, não se referindo à esse ou àquele indivíduo, mas a todos da espécie.
A função da linguagem é a comunicação. Comunicação significa transmitir e/ou receber o conhecimento, transmitir e/ou receber integralmente as idéias e os pensamentos. Toda falha na transmissão ou na recepção redunda em fracasso da comunicação. Se for falha intencional do comunicador caracteriza-se uma falta de coerência. Ora, se comunicar é uma função própria do comunicador e ele não cumpre intencionalmente sua propriedade, comete uma incoerência profissional denominada falta de ética e perde a razão de ser comunicador, segundo o entendimento do filósofo grego Aristóteles de Estagira. Conclui-se que o comunicador de ofício tem obrigação ética de se expressar corretamente a verdade do conhecimento. Já o comunicante habitual tem, apenas, o dever da verdade na comunicação.
Assinar:
Comentários (Atom)